
Tenho e sempre terei medo de viajar em avião, e não considero que sou ignorante, desinformado das estatísticas ou portador de uma fobia passível de tratamento. A história das tragédias do Boeing da GOL ( que foi derrubado pelo Legacy 600), do Air 320 da TAM e agora o Air 330 da AIR FRANCE, não são invenções da imaginação, de uma fobia irracional e da desinformação, ao contrário, apenas é a triste história da aviação civil dos últimos anos. Relembrando esses desastres, estaríamos de frente a uma grande e trágica coincidência? Tanto a fabricante quanto a operadora do Air Bus 330, garantem que ele é um dos aviões mais seguros no transporte civil. Nos últimos três dias quatro aviões desse mesmo modelo tiveram que fazer pouso não programado por problemas técnicos, sendo que um na Austrália teve até incêndio na cabine. O difícil e fazer pouso não programado no meio do oceano Atlântico !!!
Não quero dizer que o transporte aéreo não seja mais seguro que o terrestre (isso é óbvio), apenas acredito que esse papo de segurança total, e de que ter medo de voar é bobagem ou patologia, é um discurso patético. Avião é perigoso sim: só nesse ano foram 47 acidentes com vítimas no mundo, entre aeronaves de pequeno, médio e grande porte. E logo após a tragédia do
Air 330, apareceu um monte de especialista na televisão, jornais, revistas e rádio, dizendo que era impossível o acidente ter sido provocado por um raio. De acordo com a Fundação de Segurança no
Vôo, raios já derrubaram 15 aviões e turbulência mais de 73.
Não estou sendo sensacionalista ou disseminando pânico, apenas não irei me sentar em uma dessa maquinas super modernas, que representam o que é de mais avançado na tecnologia dos transporte e por isso acreditar que é impossível algo dar errado. Não quero ser tão "crente" com a "tecnologia de ponta", pois em alguns anos essas maquinas serão lixo, e darão lugar para as "mais modernas" que representaram em sua época o mais seguro, e assim sucessivamente ao passar do tempo. Não sejamos tão
crédulos, a crítica nos ajuda a
refletir e o medo
circunstancialmente pode ser um dispositivo de defesa.