
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

terça-feira, 28 de julho de 2009
Profissões, poder e cultura.

Não me surpreende que no dia 17 de Junho o Superior Tribunal Federal tenha decidido por 8 votos a 1, a não obrigatoriedade do diploma de graduação para o exercício da profissão de jornalista. Não existe surpresa porque essa decisão é um reflexo do próprio entendimento de um amplo setor de nossa sociedade em relação ao que é ou não é uma atividade “profissional”, e quais são as supostas competências técnicas, cientificas e metodológicas (caso seja admitida a sua existência) que cada qual desempenha, dentro de uma arbitraria hierarquia de mérito e poder, que ao mesmo tempo é causa e conseqüência dos preconceitos e da “diferenciação” entre profissões.
Vivemos uma luta por reconhecimento social, em que o exercício do poder jurídico e político (e suas forças simbólicas) são à base da divisão e diferenciação no reconhecimento social de cada setor profissional. Assim os “senhores do judiciário” podem determinar tal ou qual profissão deve ter ou não uma regulamentação ou determinado pré-requisito legal, como no exemplo recente do jornalismo, que eles julgaram não ser mais uma profissão que necessite uma formação especifica. Eles podem julgar (e julgaram) mesmo não detendo o conhecimento na área especifica.
Esses senhores sabem de algo que está muito além das leis e da ciência jurídica, eles sabem que dentro da relação de poder de nossa sociedade eles podem determinar o mérito e a colocação social de outra profissão a revelia dela, podem arbitrar sobre o que é ou não conhecimento de ordem técnica, mesmo não sendo profissionais desta área. Assim um grupo de ignorantes em relação à formação e o exercício profissional do jornalismo, podem determinar que não é necessário ter graduação para ser jornalista.
Essas relações de poder entre as categorias profissionais e seus reflexos sociais estão presentes em todos os campos de trabalho, sendo que a questão entre o jornalismo e o judiciário foi apenas um exemplo que ficou mais evidente nas últimas semanas. Temos por exemplo na área da saúde uma idéia bizarra de que a medicina (na figura do médico) é a principal profissão, a que detém o conhecimento “superior”, e que as outras profissões são meros apêndices ou auxiliares. Como se o nutricionista, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo e as dezenas de outras categorias na saúde estivessem um degrau abaixo na sua função e competência, a velha e anedótica história do DOUTO MÉDICO (os doutores sem doutorado, nada contra, só que é engraçado). Outro exemplo, na área de ensino um engenheiro civil pode lecionar matemática ou física e um advogado pode lecionar história ou português, mesmo esses profissionais não tendo formação para exercer a docência, algo que não acontece na relação inversa. Temos ai uma clara relação de hierarquia por competência, "todos" dão aula (inferior) alguns planejam obras e advogam (superior).
Podemos dar dezenas de exemplo dessas relações de poder entre profissões, mas seria inútil, pois infelizmente o que esta por trás dessa realidade é a cultura da ignorância e do misticismo, que segue manipulada pelos grupos interessados em sua manutenção. Lutar contra é muito difícil, a última batalha não foi perdida por um placar de 8 a 1 como pareceu, mas já era perdida pela simples existência desse placar, independente do resultado futuro, enquanto existir essa arbitrariedade, estaremos perdidos.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Nossa política

Os filósofos, historiadores, sociólogos, cientistas políticos e outros grupos de “pensadores” se debruçam há séculos, ou mesmos há milênios na busca do entendimento do que é a “política” e o “político”. Voltemos aos clássicos da antiguidade, do medievo e da modernidade, e veremos que a “política” quase sempre esteve presente nos debates, como um conceito a ser discutido ou explicado. Em cada época a política aparece sobre uma diferente perspectiva. Pois bem, o que seria a “política” na atualidade? A “política” que nos envolve nos jornais, revistas e no cotidiano, que política é essa?
Observo que a política no Brasil atualmente se resume em dois pontos: as eleições e os escândalos (não irei cita-los, acho que não cabe no blog...). As eleições como a “festa da democracia” ou a “festa do comodismo ”nacional (dependendo do ponto de vista). E os escândalos como frutos de um complexo e viciado “jogo” de interesses.
A eleição é o momento em que os homens da “política” correm para garantir um lugarzinho (ou lugarzão) no poder, fazendo de tudo para isso: caixa dois, estranhas alianças, pactos espúrios, compra de votos e até mesmo convencendo as pessoas a voltarem neles, seja por convicção ou falta de opção. No fim muitos alcançam o objetivo, eleitos ou nomeados (em cargos de CONFIANÇA). O que percebo é que as eleições não se relacionam em nada com a disputa entre projetos políticos diferenciados, alternativas ou continuidades embasadas, sobre visões diferentes e conflitantes do seria um país, um Estado e suas relações estruturais. Não, as eleições são apenas um disputado mercado dos cargos estatais e do controle do poder que emana deles (principalmente as nomeações e a manipulação financeira lícita e ilícita).
Os escândalos parecem ser o simples desvelar de relações políticas corrompidas e ilegais, quando os casos de corrupção vão à mídia, os acusadores e acusados, as pastas e os dossiês, as contas e as orgias... Exceções pontuais (para os “inocentes”!?!?) ou um produto da própria cultura e da mentalidade nacional, algo mais profundo, resultado de uma histórica má relação entre os “políticos” e a coisa pública, herança das práticas oligárquicas e patrimonialistas de nossos governantes.
Acredito que hoje os escândalos estão um pouco além da simples aparição pública dos “casos” de corrupção, há uma rede mais complexa, que liga todos os políticos, os partidos e a mídia (um não vive sem o outro), uma fabrica de escândalos. Funciona assim: todos têm rabo preso, mas em um momento ou outro de desavença um deles faz um dossiê, levando-o a mídia, que prontamente cria um espetaculo, daí os espectadores (nós) ficamos irados, queremos entender, abres-se uma CPI. Logo quem é acusado ameaça “contar tudo”, nós ficamos mais irados ainda, surge então outro escândalo, a velha CPI esfria (pois o causador do escândalo iria “contar coisas”), durante um tempo à mídia resmunga de mais uma pizza, para logo esquecer e entrar de cabeça em outro escândalo (a novela sempre acaba deixando outra em seu lugar). Por fim nós ganhamos dores de cabeça, gastrite e uma descarga de indignação interna e mais nada.
sábado, 13 de junho de 2009
Sérgio Sampaio (1947-1994)
Para lembrar dos 15 anos de falecimento de um grande compositor, cantor e artista brasileiro. Apesar de sempre ser jogado no lugar do esquecimento, sua memória jamais será uma história morta: sempre vivo sua poesia nunca morrera.E para quem acha que a música brasileira se resume a Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e meia dúzia de baianos, cariocas e paulistas, procure escutar esse capixaba, ele pode surpreender.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Medo irracional ?
Não quero dizer que o transporte aéreo não seja mais seguro que o terrestre (isso é óbvio), apenas acredito que esse papo de segurança total, e de que ter medo de voar é bobagem ou patologia, é um discurso patético. Avião é perigoso sim: só nesse ano foram 47 acidentes com vítimas no mundo, entre aeronaves de pequeno, médio e grande porte. E logo após a tragédia do Air 330, apareceu um monte de especialista na televisão, jornais, revistas e rádio, dizendo que era impossível o acidente ter sido provocado por um raio. De acordo com a Fundação de Segurança no Vôo, raios já derrubaram 15 aviões e turbulência mais de 73.
Não estou sendo sensacionalista ou disseminando pânico, apenas não irei me sentar em uma dessa maquinas super modernas, que representam o que é de mais avançado na tecnologia dos transporte e por isso acreditar que é impossível algo dar errado. Não quero ser tão "crente" com a "tecnologia de ponta", pois em alguns anos essas maquinas serão lixo, e darão lugar para as "mais modernas" que representaram em sua época o mais seguro, e assim sucessivamente ao passar do tempo. Não sejamos tão crédulos, a crítica nos ajuda a refletir e o medo circunstancialmente pode ser um dispositivo de defesa.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
A pior conseqüência da crise
Tenho muita desconfiança sobre toda essa reverberação em torno da crise financeira mundial. Não estou dizendo que a crise não tenha importância, ou que ela seja um alarme falso, pelo contrário, e só olhar para ver o abalo no sistema de credito e produtivo que surgi sobre nossas cabeças como uma avalanche em câmera lenta. As ondas de demissões chegaram, a cada notícia transmitida pelos rádios, TVs e jornais, apresentam-se novos números referentes à indústria que no mundo inteiro demite ou coloca em férias coletivas centenas e milhares de operários. As crises são assim mesmo, primeiro engolem o sistema produtivo, depois vai o resto, o horizonte está meio nebuloso...
Os governantes do mundo todo buscam medidas e ações para minimizar os efeitos da crise, ou pelo menos remediar sua chegada à economia real, o que aumenta o prazo para que se possa efetivamente sair dela. Milhões e Bilhões de dólares são mobilizados pelos Estados em todo o globo para salvar a economia de mercado (que durante a crises parece não ter uma mão tão invisível e querer ser tão livre). Os grandes capitalistas tomam uma iniciativa: passam o chapéu para angariar dinheiro Estatal (com juros e prazos bem confortáveis). Ontem o Congresso estadunidense aprovou uma medida de salvamento que tem desenhado em suas linhas uma cifra de 800 Bilhões de dólares (nem sabia que existia tanto dinheiro no mundo...).
Voltando agora para minha desconfiança... Apesar da crise ser uma catástrofe econômica global, ela acaba se tornando por sua própria natureza, um ambiente privilegiado para certas medidas serem tomadas, medidas essas legitimadas por um discurso que já demonstrou ser falido, mas sempre está na pauta dos capitalistas. Dizem que o problema da economia, seja nacional ou internacional, é o excesso de leis que acabam atrapalhando o dinamismo do mercado de trabalho (traduzindo: querem acabar com as garantias mínimas que os trabalhadores conquistaram ao longo da história).
Apesar dos capitalista terem um excelente justificativa nesse momento para demitirem e jogarem na rua centenas de operários (que não são só números, mais seres humanos que tem famílias e dependem do emprego para sobreviver minimamente, pois dignamente já é difícil), eles também querem acabar com todas as garantias e proteções que o Estado ainda oferece ao trabalhador.
Os capitalistas que hoje exigem dinheiro do Estado (que até pouco tempo eles o satanizavam), é correm como bezerros loucos atrás das tetas estatais, são os mesmos que por ingerências e falsificações causaram a crise, ganharam milhões e bilhões inventando dinheiro, falsificando contabilidade e sonegando impostos. Minha desconfiança é nesse grupo, que enxerga o ser humano como número e tem a conta bancária como único objetivo de vida, esse caras conseguem impor esse discurso perverso, que acaba sendo engolido e digerido por todos, virando a formula mágica para sair da crise, que é repetida em todas as classes e esferas e tida como única e verdadeira solução possível. Esse discurso fundamenta-se no seguinte tripé: enxugar a maquina demitindo no limite do possível, sugar todo dinheiro estatal que vem para o socorro da crise e destruir todas as conquistas sociais e trabalhistas da população. A pior conseqüência que a crise pode trazer é tornar esse discurso vitorioso e hegemônico.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Hugo Chávez: 10 anos no poder
Hoje completam 10 anos da subida de Hugo Chávez ao poder na Venezuela, colocando um fim em mais de cinqüenta anos de dominação do COPEI e da AD, os dois partidos que se revezavam no Estado venezuelano e protagonizavam o poder político naquele país. A subida de Chávez marca uma nova era na sociedade venezuelana como um todo, rearranjando o cenário político, social, econômico e cultural da nação.Mais do que se acusar ou se elogiar o governo de Chávez, devemos analisar e ressaltar a importância da existência dessa experiência política, que surgiu em um momento de trevas da política internacional (anos 90), onde se parecia não haver mais alternativas a economia neoliberal (que hoje se mostra fracassada) e sua globalização excludente, que ecoavam como a única e verdadeira voz. Nesse cenário mundial surge a figura de Chávez.
Chávez não aparece apenas como uma alternativa nacional, mas como uma importante referencia internacional, principalmente para a América Latina. Sua subida ao poder e sua aparição internacional, a partir de suas posições políticas, programáticas e pessoais, dão um importante fôlego para constituição de uma nova situação política, que supera a mesmice, a hipocrisia e subserviência do momento anterior.
Não estou defendendo a política chavista, apenas estou apontando como foi e é importante a existência de personalidades como a de Hugo Chávez, que por sua postura não alinhada, conseguem forjar uma situação onde muitas mascaras caem, e a cômoda hipocrisia, tem de se posicionar diante de propostas que até certo ponto fogem da agenda do establishment. Por exemplo: muitos defensores árduos da democracia foram a favor ou coniventes ao golpe de 2002, que tentou derrubar o governo democraticamente eleito de Chávez. Outro exemplo: criticou-se muito Chávez por ter caçado o direito público de transmissão da rede de televisão RCTV, sendo que países como a Inglaterra e os Estados Unidos, tem tal ação como prática rotineira. As mesmas pessoas que criticaram Chávez por autoritarismo e perseguição parecem desconhecer as torturas praticadas em Guantânamo.
Assim podemos ver como Chávez traz a tona uma centena de paixões e ódios, que em um ambiente de hegemonia e unilateralimo, nunca se aflorariam, e estariam escondidos por traz das mascaras políticas contemporâneas: democracia, pluralismo, igualdade de direitos e toda uma retórica liberal, que na prática dificilmente escapam ao autoritarismo, exclusão e o privilegio jurídico por meios econômicos e políticos.
Chávez talvez seja mais importante por acenar para a existência de possibilidades de transformações do que pelas próprias transformações propostas e praticadas por ele.
Barack Obama e a lógica estadunidense: entre o feitiço e o feiticeiro

Em seu discurso de posse Barack Obama conclamou todos os fantasmas e mitos americanos, dos “fundadores da pátria” aos “homens e mulheres que trabalham na escuridão anônima”, esbravejou contra “os que preferem o lazer fútil ao trabalho árduo”, tudo isso para reconfortar e reanimar a nação norte-americana, em um momento extremo de crise. A crise é o momento de revalidação dos mitos e o período de se reviver seus rituais.
Todos esses mitos e fantasma podem ser excelentes propulsores de mudanças e melhoras, ou podem se transformar em caricaturas retóricas de um desastre político. Esses dois caminhos opostos estão presentes na História norte-americana e fazem parte da própria natureza genética dos discursos e sermões, que estão enraizados na velha herança puritana estadunidense, que conclama a “vitória glorificante” ou a “derrota humilhante”, nesse sistema dual as coisas são simples: ou você é um vitorioso ou um perdedor, não existem possibilidades medianas e razoáveis, tudo está disposto nos extremos.
O que se pode esperar da “Era Obama”? Qual será o resultado das esperanças depositadas e das expectativas geradas pelo novo governo?
A resposta pode ser difícil, mas com certeza está limitada às duas alternativas que compreendem a lógica estadunidense: o triunfo ou a derrota total, não há espaço para o meio termo. As analises sobre Obama serão simples: ou ele será lembrado como um vitorioso ou como um “loser” canastrão.
Assim Obama que utiliza a seu favor toda lógica e a mentalidade estadunidense, descarregando a retórica norte-americana contra seus inimigos, pode futuramente ser vitima de suas próprias palavras. Não existe um proprietário para as palavras e os símbolos, pois estes são apenas ferramentas utilizadas na luta pelo poder, e estão à mercê das vicissitudes da História.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Occupation 101
link: http://video.google.com/videoplay?docid=2066052082397073571
ou
domingo, 11 de janeiro de 2009
O liquidificador israelense

Continua o genocídio israelense contra o povo palestino, Gaza se transformou no mórbido parque de diversão do exército israelense, que brinca de holocausto, aniquilando os corpos e as mentes de um povo, fazem da guerra urbana um gigantesco liquidificador de carne de inocentes. Agora já são quase 900 mortos e mais 3500 feridos, sendo que mais de um terço dos trucidados eram crianças. A infra-estrutura de Gaza foi completamente destruída, não existe mais energia e comunicação; água, remédio e comida são completamente escassos; as construções como casas e prédios, ou estão totalmente destruídas ou estão abaladas pelos bombardeios. Enquanto isso grande parte do mundo clama pela piedade israelense. Israel transforma as vozes internacionais e a ONU em uma grande piada (Israel atacou diretamente um comboio humanitário da ONU). Nenhuma resolução de blocos, conselhos e órgãos internacionais ira intimidar o Estado de Israel, que segue tranquilo em sua jornada terrorista, pois sabe que nenhum texto ou assinatura, pode efetivamente mudar a realidade dos ataques iniciados em 26 de Dezembro, e que basta um ridículo cessar-fogo pós- genocídio, para que o mundo todo venha lhe apertar as mãos.
Israel insiste em se esconder atrás de meia dúzia de integrantes dos Hamas, e tenta mascarar o massacre terrorista étnico como uma luta contra o terror do Hamas. A pergunta é: Por que existem facções radicais como o Hamas na Palestina? Quem é o combustível político do Hamas e dos outros grupos radicais palestinos? A resposta pode parecer estranha, mas a maior responsabilidade pela existência de grupos radicais palestinos e de Israel, que ao desencadear sua limpeza étnica fundamentada em um fanatismo religioso/político/territorial, faz despertar o ódio de todo o povo palestino, que por ausência de condições financeiras e militares, vê como única forma de resistência, apelar para os atentados terroristas e o lançamento de foguetes, totalmente precários e que nem de perto podem ser comparados com o poder de fogo israelense.
A questão da Palestina esta muito além dos atuais ataques, o terrorismo israelense e de longa data, apenas se aprofunda em determinados momentos, como agora. O massacre é continuo, frio e calculado, Israel enclausurou toda uma nação no maior campo de concentração da história da humanidade, sendo que a tentativa de resistência do povo palestino, justifica as ação brutais e grotescas que Israel empreende. Desde o início do ataque até hoje, os “temidos” mísseis do Hamas, mataram 3 israelenses, já Israel matou quase 900 palestinos ( parece haver uma desigualdade...).
Com o fim desses ataques (alguma hora isso terá que acabar) e a imposição do terror pelo medo, Israel conseguirá mais uma vez constituir uma situação política em que grupos como o Hamas ou mesmo mais radicais (que já existem ou que serão fundados) poderão agir livremente no aliciamento de todo um povo, que mesmo com medo terá mais ódio para lançar foguetes e homens-bombas para além do muro que os aprisiona em sua própria terra. Israel tem que ter a certeza que matou todas as crianças palestinas agora, pois se sobrar alguma, ela será a bomba do futuro, uma bomba construída nos laboratórios patrocinados pelo terrorismo israelense.

