
Continua o genocídio israelense contra o povo palestino, Gaza se transformou no mórbido parque de diversão do exército israelense, que brinca de holocausto, aniquilando os corpos e as mentes de um povo, fazem da guerra urbana um gigantesco liquidificador de carne de inocentes. Agora já são quase 900 mortos e mais 3500 feridos, sendo que mais de um terço dos trucidados eram crianças. A infra-estrutura de Gaza foi completamente destruída, não existe mais energia e comunicação; água, remédio e comida são completamente escassos; as construções como casas e prédios, ou estão totalmente destruídas ou estão abaladas pelos bombardeios. Enquanto isso grande parte do mundo clama pela piedade israelense. Israel transforma as vozes internacionais e a ONU em uma grande piada (Israel atacou diretamente um comboio humanitário da ONU). Nenhuma resolução de blocos, conselhos e órgãos internacionais ira intimidar o Estado de Israel, que segue tranquilo em sua jornada terrorista, pois sabe que nenhum texto ou assinatura, pode efetivamente mudar a realidade dos ataques iniciados em 26 de Dezembro, e que basta um ridículo cessar-fogo pós- genocídio, para que o mundo todo venha lhe apertar as mãos.
Israel insiste em se esconder atrás de meia dúzia de integrantes dos Hamas, e tenta mascarar o massacre terrorista étnico como uma luta contra o terror do Hamas. A pergunta é: Por que existem facções radicais como o Hamas na Palestina? Quem é o combustível político do Hamas e dos outros grupos radicais palestinos? A resposta pode parecer estranha, mas a maior responsabilidade pela existência de grupos radicais palestinos e de Israel, que ao desencadear sua limpeza étnica fundamentada em um fanatismo religioso/político/territorial, faz despertar o ódio de todo o povo palestino, que por ausência de condições financeiras e militares, vê como única forma de resistência, apelar para os atentados terroristas e o lançamento de foguetes, totalmente precários e que nem de perto podem ser comparados com o poder de fogo israelense.
A questão da Palestina esta muito além dos atuais ataques, o terrorismo israelense e de longa data, apenas se aprofunda em determinados momentos, como agora. O massacre é continuo, frio e calculado, Israel enclausurou toda uma nação no maior campo de concentração da história da humanidade, sendo que a tentativa de resistência do povo palestino, justifica as ação brutais e grotescas que Israel empreende. Desde o início do ataque até hoje, os “temidos” mísseis do Hamas, mataram 3 israelenses, já Israel matou quase 900 palestinos ( parece haver uma desigualdade...).
Com o fim desses ataques (alguma hora isso terá que acabar) e a imposição do terror pelo medo, Israel conseguirá mais uma vez constituir uma situação política em que grupos como o Hamas ou mesmo mais radicais (que já existem ou que serão fundados) poderão agir livremente no aliciamento de todo um povo, que mesmo com medo terá mais ódio para lançar foguetes e homens-bombas para além do muro que os aprisiona em sua própria terra. Israel tem que ter a certeza que matou todas as crianças palestinas agora, pois se sobrar alguma, ela será a bomba do futuro, uma bomba construída nos laboratórios patrocinados pelo terrorismo israelense.


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